terça-feira, 7 de setembro de 2010

SE FOI


SE FOI

Se esvai entre meus dedos,
me escapa ventania,
até mesmo meus segredos
prisioneiros tu libertas.

Como espuma insólida,
não seguro em minhas mãos,
foges do meu destino,
sangria meu coração.

Tão efêmeros são os medos,
zombadores descabidos,
galopam sobre a coragem,
destroem os sentidos.

Se vai e leva consigo
a esperança de uma promeça,
o olhar não faz sentido
quer ficar, mas sai às pressas.

Sem riso, sem uma lágrima,
só um sopro é o que me resta,
como um vento na varanda,
anunciando, fim de festa.

Max Denarde


OCASO


O calor em desatino no suspiro de um beijo
frenético badejo, descompasso badalado
entre abraços enforcados, a volúpia se conforta.
sem limites, nada importa, só a força do desejo.

Da mansidão do carinho aos sentidos enjaulados
não há divisa marcada nem momento controlado
só entregas e conquistas, só manejos e espasmos
entre estrelas e suspiros, prisioneiros encorpados.

No olhar reflete um mundo, que palavras não decoram
não há brilho mais intenso, e nenhuma explicação,
é tão belo, aromático, de pureza e emoção
que se decompõe no tempo, em fagulhas no coração.

Max Denarde

Um comentário: